França: seguidores de Sarkozy e Royal comemoram resultado

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais francesas foi celebrado com um entusiasmo moderado pelos seguidores do conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal, no domingo, 22. Os dois candidatos disputarão no dia 6 de maio a Chefia de Estado.Enquanto isso, os simpatizantes do centrista François Bayrou demonstravam decepção, que se transformou em indignação para os militantes do ultradireitista Jean-Marie Le Pen.Meia hora depois do fechamento dos colégios, e com as estimativas de voto que confirmavam sua participação no segundo turno, Sarkozy recebeu a ovação de seus correligionários, que lhe aguardavam dentro e fora de uma sala de cerimônias em sua sede de campanha.Muito satisfeito com os 30% de apoio eleitoral, Sarkozy foi especialmente aclamado quando demonstrou seu desejo de impulsionar o "sonho francês".No entanto, os seguidores do conservador não demonstraram euforia, porque os dirigentes do seu partido pediram aos milhares de presentes para não carregarem bandeirolas ou gritarem.Após seu discurso, o candidato da direita teve um gesto especial: seguido por uma câmara de televisão percorreu em um carro as ruas de Paris, como fez Jacques Chirac em 1995, quando chegou à Presidência francesa.A socialista Royal foi a uma escola pública de seu reduto eleitoral de Melle (oeste), onde seus simpatizantes cantaram "Ségolène presidente" e interromperam seu discurso em várias ocasiões.Vestida de branco e com um grande sorriso, Royal agradeceu as demonstrações de apoio antes de ir a Paris, para receber mais felicitações.O centrista Bayrou se mostrou tranqüilo no discurso aos seus seguidores, identificados pela cor laranja de suas camisetas e bandeiras, e alguns choravam pelo fato de o candidato não ter alcançado o segundo turno, após várias semanas sonhando com a idéia.O nervosismo tomava conta da expressão de Jean-Marie Le Pen, "caçado" enquanto via na televisão as estimativas de voto que o deixavam fora da luta pelo Palácio do Eliseu.A expressão de nervosismo do líder ultradireitista se estendeu às várias centenas de seguidores que foram a sua sede eleitoral, e entre os quais ouviam-se vozes indignadas que apontavam que, com este resultado, a "França está acabada".

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