REUTERS/ Charles Platiau
REUTERS/ Charles Platiau

França solta seis suspeitos ligados a ataque contra professor

Samuel Paty foi decapitado após mostrar caricaturas do profeta Maomé em sala de aula

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2020 | 20h44

Após passarem por interrogatórios, seis das 16 pessoas detidas por suspeita de envolvimento no ataque jihadista que decapitou o professor Samuel Paty no último dia 16, em Conflans-Sainte-Honorine, nos arredores de Paris, foram liberadas por autoridades francesas.

Fontes ligadas ao processo disseram à Agência Efe nesta terça-feira, 20, que quatro membros da família do assassino - o checheno Abdoullakh Anzarov, de 18 anos, que foi morto pela polícia a poucos metros do local do atentado - estão entre os seis liberados.

Também foi solta a companheira do ativista radical islâmico Abdelhakim Sefrioui, que continua detido para esclarecer sua suposta participação no atentado, assim como o pai de uma das alunas de Paty.

Segundo o ministro de Interior da França, Gérald Darmanin, Sefrioui se juntou ao pai de uma aluna para declarar um 'fatwa' - pronunciamento legal no Islã que é emitido por um especialista na lei religiosa - contra o professor, que teria mostrado uma das caricaturas de Maomé publicadas pela revista Charlie Hebdo durante uma aula sobre liberdade de expressão.

A sexta pessoa a ter sido liberada foi um homem que havia tido contato com Anzarov e que já havia sido condenado por terrorismo em outra ocasião.

A Procuradoria Nacional Antiterrorismo deve decidir agora se os 10 suspeitos que ainda estão sob custódia serão apresentados a um juiz caso haja elementos que possam levar a sua condenação.

Entre os dez detidos estão alunos da escola onde Paty trabalhava, que teriam dado ao assassino informações sobre o professor em troca de dinheiro.

Nesta quarta-feira, Paty será homenageado na Universidade Sorbonne, em Paris, em um ato durante o qual o presidente da França, Emmanuel Macron, concederá postumamente à vítima a Legião de Honra, maior distinção oficial do país. /EFE

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