França tem novas manifestações contra reforma

Uma nova rodada de paralisações contra as reformas do sistema previdenciário da França afetou hoje o país, causando interrupções nos serviços de transporte urbano e nos trens e provocando enormes congestionamentos. As autoridades controladoras do tráfego registraram 200 quilômetros de congestionamentos, no início da manhã, nos arredores de Paris, após os moradores da região terem tirado seus carros da garagem para poderem trabalhar. Segundo a companhia ferroviária federal SNCF, dois em cada três trens que circulam pelos trilhos franceses estavam parados. No entanto, o tráfego aéreo internacional era menos afetado nessa nova rodada de manifestações. "Há atrasos, mas os serviços normais estão garantidos", informou a DGAC, autoridade da aviação civil do país, destacando que nem todas as categorias estavam envolvidas com a greve hoje. Os professores franceses também aderiram ao movimentoAs manifestações ocorrem em um dia crucial para os planos de reforma do governo. Com um discurso previsto para a tarde, o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin deve abrir um ciclo de 10 dias de debates no Parlamento sobre a proposta. Os opositores já apresentaram 9 mil emendas ao projeto de reforma do sistema previdenciário. Uma das propostas cruciais da reforma prevê ampliação de 37,5 anos para 40 anos do período de contribuição para que sejam solicitadas as aposentadorias totais.

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