França tem novo dia de greve contra reformas

Os sindicatos promoveram mais uma jornada de greves em protesto contra as reformas na educação, previdência e agricultura. Em Paris, 70% dos vôos foram cancelados e em Marselha, todo o transporte público foi paralisado. Professores e empregados dos correios e dos serviços de telecomunicações também pararam um dia antes de o governo apresentar o projeto que altera a idade mínima para aposentadoria no setor público.Os principais sindicatos se opõem ao plano que acrescentaria mais três anos na idade mínima para conseguir o benefício. Os sindicatos também anunciaram que uma reunião nesta quarta-feira decidirá um plano de ação caso a proposta não seja revogada. Segundo a Força Trabalhista, aumentar as ações agora é mais necessário do que nunca.O primeiro-ministro Jean-Pierra Raffarin, que apesar da ameaça à sua popularidade, promete levar as reformas até o final, disse hoje que a prioridade da França é pelo emprego. Segundo o premier francês o plano é necessário para se evitar um colapso do sistema previdenciário em 20 anos.Os professores também cruzaram os braços em um protesto duplo. Além da alteração na aposentadoria, a categoria protesta contra o projeto de decentralização do sistema de educação e outras mudanças em grande escala. Mais de 25 mil professores marcharam nas ruas de diversas cidades da França.Em outra manifestação ontem, mais de 10 mil agricultores, segundo o sindicato (8 mil segundo a polícia) se reuniram para ?denunciar os projetos de reforma da Política Agrícola Comum, plano de ações na área da agricultura estudado pelos países que compõem a UE. Segundo o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores, Jean-Michel Lemétayer, ao ?Le Monde?, os agricultores franceses estão nas ruas para combater a própria lógica do PAC de impor preços sempre baixos.

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