França teme ação de serial killer no subúrbio de Paris

Série de assassinatos levantaram suspeitas da polícia francesa por terem sido cometidos com a mesma arma; quatro pessoas foram mortas nos últimos dias

Agência Estado

06 de abril de 2012 | 14h13

PARIS - Uma série de assassinatos envolvendo a mesma arma suscitou a preocupação de que um serial killer pode estar agindo em um subúrbio de Paris e ocorre em um momento em que a França ainda se recupera de uma onda de terror relacionada a tiroteios no sul do país. Quatro assassinatos ocorreram na região de Essonne, localizada ao sul da Ile de France, na capital francesa, desde novembro. O mais recente foi o de uma mulher de 47 anos de idade, morta nesta quinta-feira, 5.

A mesma arma semi automática foi utilizada em todos os quatro ataques, de acordo com informações divulgadas pela promotora Marie-Suzanne Le Quéau, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, 6. Autoridades salientaram que não há evidências ainda sobre a ligação entre os assassinatos e se há uma ação terrorista em Essonne. Mas o ministro do Interior, Claude Gueant, disse à rádio francesa Europe-1 que ele teme que um serial killer poderia estar por trás das ações e que "recursos máximos" seriam usados para localizar o agressor.

As agências francesas já estão em alerta após uma série de tiroteios no mês passado no sul da França. A polícia disse que os ataques foram praticados por um militante islâmico, que utilizava uma moto e gravava os disparos em vídeo. O atirador, que se dizia membro da rede terrorista Al-Qaeda, foi morto após um cerco das forças francesas de segurança.

A promotora acrescentou que as semelhanças eram evidentes nos casos de Essonne, especialmente nos últimos três assassinatos, em que as vítimas foram baleadas na cabeça. Cartuchos de arma foram recolhidos na ação de quinta-feira, quando o atirador fugiu em uma moto. Os quatro assassinatos em Essonne, segundo a promotora, ocorreram entre as quatro e seis horas da tarde. O primeiro assassinato, que ocorreu em novembro, ocorreu com um método diferente, mas com a mesma arma, disse Marie-Suzanne. Ela disse que o suspeito do primeiro ataque já estava preso, mas ele recuou em sua confissão sobre a autoria do crime.

Por isso, as autoridades ainda tentavam averiguar se havia apenas uma pessoa por trás das mortes. Paralelamente, pairavam dúvidas sobre uma eventual ligação entre as vítimas. A promotora disse que as vítimas dos dois primeiros assassinatos moravam no mesmo prédio, mas não estava claro se havia alguma ligação entre elas.

As informações são da Associated Press.

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