França tenta libertar jornalistas europeus detidos no Laos

A Chancelaria francesa anunciou nesta segunda-feira seu forte empenho em obter o rápido retorno de dois jornalistas europeus e de seu intérprete americano, que foram condenados no Laos a 15 anos de prisão. Em um comunicado, disse que irá trabalhar junto com os EUA e seus parceiros da União Européia para obter o retorno do câmera francês Vincent Reynaud, do fotógrafo belga Thierry Falise e do reverendo americano de origem asiática Naw Karl Mua. Os três foram considerados culpados e condenados mais cedo hoje por um tribunal do norte do Laos como cúmplices do assassinato de um agente de segurança local. Eles negam qualquer participação no homicídio. A Repórteres sem Fronteiras, uma Ong em defesa dos profissionais da imprensa, advertiu que o Ocidente poderá punir o Laos por essa medida judicial, e pediu que os países ocidentais congelem a ajuda econômica e as negociações comerciais com o governo instalado em Vientiane, a capital do país.Falise e Reynaud, jornalistas free-lance baseados em Bangcoc, na Tailândia, estavam fazendo uma reportagem na região laosiana de Hmong, quando ambos e seu intérprete foram detidos em 4 de junho após um confronto entre rebeldes e forças governamentais na localidade de Ban Khai que deixou um guarda de segurança morto. O governo acusou os três estrangeiros de fazerem parte do grupo rebelde.Falando sobre o caso, o chanceler francês, Dominique de Villepin, expressou sua ?grande preocupação? a respeito do veredicto no Laos. E a embaixada dos EUA em Vientiane criticou o julgamento e a sentença, dizendo que o processo não serviu à causa da Justiça. Familiares dos acusados disseram que o julgamento de apenas três horas foi ?uma paródia?.

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