França vai discutir redução do déficit com a UE

O recém-empossado ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que vai discutir com a Comissão Europeia nas próximas semanas a velocidade da redução do déficit do país. Segundo ele, um excesso de austeridade poderia comprometer o potencial de crescimento do bloco europeu.

AE, Agência Estado

03 de abril de 2014 | 15h34

Em entrevista à rádio France Inter, Sapin afirmou que o calendário das metas para o déficit que estará em discussão, e não o caminho a ser seguido. "Precisamos compartilhar a única preocupação que é importante: crescimento e geração de empregos, ao mesmo tempo em que equilibramos nossas finanças públicas."

O presidente François Hollande incumbiu o novo gabinete de convencer Bruxelas da importância de considerar planos para cortar impostos das empresas ao se definir as metas fiscais do país. O objetivo do líder francês é estimular o crescimento e a criação de empregos.

Espera-se que Sapin comece negociações com a Comissão Europeia o quanto antes, para ganhar tempo para trazer as contas públicas para um nível inferior ao teto de Maastricht, que é de 3%. O "programa de estabilidade" francês deverá ser apresentado até o dia 15.

A União Europeia já concedeu à França um adiamento de dois anos para se adequar à meta, que deverá ser cumprida até 2015. Autoridades em Bruxelas indicaram que devem resistir à tentativa do país de escapar dos objetivos mais uma vez.

Apesar dos esforços para o novo adiamento, Sapin, que já foi ministro do Trabalho, disse que é importante que a França siga tentando manter o orçamento próximo à meta. Para ele, quando o déficit for inferior aos 3%, a dívida começará a cair e a França poderá pagar menos juros.

Sapin declarou também que a política de redução do déficit e outras novas medidas serão financiadas por meio do corte de gastos, e não pela "opção fácil" de aumentar os impostos. Segundo o ministro, isso fará com que a França tenha de andar em uma linha tênue entre austeridade e uma abordagem "séria" para suas finanças. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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