França vai votar reconhecimento do Estado palestino

Assembleia Nacional vota resolução em 28 de novembro e Senado votar um documento lançado pelo PC em 11 de dezembro

O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2014 | 17h17

A Assembleia Nacional da França vai votar este mês uma resolução simbólica em favor do reconhecimento do Estado palestino. A Assembleia Nacional vai votar a resolução em 28 de novembro e o Senado vai votar um documento similar lançado pelo Partido Comunista em 11 de dezembro.

A aprovação enviaria um sinal ao governo socialista do presidente François Hollande, que tem a palavra final sobre o assunto. Hollande apoiou o "reconhecimento internacional" de um Estado palestino durante a campanha eleitoral, há dois anos, e líderes parlamentares recentemente consultaram o ministro de Relações Exteriores, Laurent Fabius, sobre o tema.

O porta-voz do governo francês, Stephane Le Foll, declarou que ainda que o Parlamento apoie o reconhecimento do Estado palestino, a França só agiria como parte de um esforço internacional par ajudar a encerrar anos de violência e confrontos entre israelenses e palestinos.

"A responsabilidade do governo não é só reconhecer um Estado. É garantir que ele seja reconhecido em uma escala internacional", afirmou Le Foll. De acordo com ele, a abordagem da questão deve incluir um debate no parlamento francês e um comitê diplomático francês para chegar a uma resolução sobre o problema no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Romain Nadal, afirmou que houve uma recente "deterioração da situação" em Jerusalém, nos territórios palestinos e em Israel e disse que a França vai "ter de fazer o que for preciso" se as negociações de paz falharem. Ele não informou mais detalhes sobre possíveis medidas.

No último mês, a Suécia se tornou o maior país no Leste Europeu a reconhecer o Estado palestino e parlamentares britânicos votaram a favor da questão em um ato simbólico. Israel respondeu à ação sueca retirando o embaixador israelense de Estocolmo. /AP

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