França votará a favor de palestinos na ONU

O ministro da Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse que a França pretende votar em favor do reconhecimento de um novo status para a Palestina na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A votação está marcada para a quinta-feira.

AE, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 17h29

Fabius afirmou à Assembleia Nacional francesa que o país tem apoiado a ambição palestina e "responderá sim" quando o tema for indicado para votação, "sem preocupações de coerência".

Com o anúncio de hoje, a França, membro permanente do Conselho de Segurança, se torna o primeiro grande país europeu a se manifestar publicamente a favor de um novo status na ONU para os palestinos. A decisão francesa representa um revés para Israel, que rejeita a ideia e acusa os palestinos de tentarem contornar eventuais negociações.

Em Nova York, o observador palestino na ONU, Riyad Mansour, previa hoje que "um evento histórico acontecerá na quinta-feira", quando o status palestino será colocado em votação pela Assembleia-Geral.

Atualmente, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é considerada uma "entidade" observadora na ONU, com direito a voz, mas não a voto. Para obter a promoção de "entidade" para "Estado" observador, os palestinos precisam da maioria dos votos dos 193 membros da Assembleia-Geral da ONU, na qual nenhum país tem direito a veto.

Como 131 países já reconheceram o Estado palestino e 107 votaram a favor da inclusão da Palestina como membro pleno da Unesco, em dezembro do ano passado, a expectativa é de que o no status seja aprovado com folga.

Mansour disse que os palestinos acreditam que a promoção na ONU abrirá caminho para um processo de paz "sério" com Israel. Ele conclamou todos os países que querem ver Israel e Palestina como dois Estados independentes vivendo lado a lado e em paz a votarem em favor da resolução.

Arafat - O corpo de líder palestino Yasser Arafat foi novamente sepultado nesta terça-feira algumas horas depois de ter sido exumado na Cisjordânia, segundo autoridades palestinas.

A exumação do corpo de Arafat faz parte de investigações paralelas em andamento sobre as causas da morte do histórico líder palestino, morto em 2004. Há suspeitas de que Arafat tenha sido envenenado antes de morrer.

A exumação começou na manhã de hoje e foi realizada sob a cobertura de grandes lonas de tecido azul, que haviam sido colocadas sobre o mausoléu do líder no seu antigo prédio governamental na cidade cisjordaniana de Ramallah.

Duas autoridades palestinas disseram que as amostras tiradas do corpo foram encaminhadas a equipes de especialistas da Suíça, da França e da Rússia. Eles as examinarão separadamente em seus respectivos países. As informações são da Associated Press.

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