Francês pode integrar grupo do EI que decapitou reféns

Acredita-se que um jovem francês esteja entre os assassinos de um norte-americano e de dezenas de soldados sírios, cenas que aparecem num vídeo que mostra as vítimas sendo decapitadas, afirmou o ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, nesta segunda-feira.

Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2014 | 11h00

Segundo ele, há "fortes presunções" de que Maxime Hauchard está entre os combatentes extremistas islâmicos que aparecem no vídeo divulgado no final de semana. Ele pediu aos jovens da França que "abram seus olhos para a terrível realidade" do grupo militante.

Cazeneuve disse que as autoridades analisam o vídeo e investigam Hauchard, que tem por volta de 22 anos e é do oeste de Paris. O jovem, que se converteu ao Islã, concedeu uma entrevista à emissora de televisão francesa BFM em julho e disse ter ajudado na captura de Mosul, a cidade iraquiana cuja queda eventualmente fez com que os Estados Unidos retomassem suas operações militares no Iraque.

"Eu faço um apelo solene e sério a todos os nossos cidadãos, principalmente aos jovens que são o alvo principal da propaganda terrorista, que abram seus olhos para a terrível realidade das ações do Daesh", disse Cazeneuve, usando o acrônimo árabe para o nome do grupo. "Eles são criminosos que estão construindo um sistema de barbárie."

Cidadãos franceses representam o maior contingente de combatentes jihadistas europeus que se uniram aos extremistas na Síria e no Iraque. Segundo o escritório do promotor de Paris, cerca de 1.100 pessoas foram colocadas sob supervisão e 95 foram indiciadas.

Hauchard, que teria chegado à Síria em 2013, está entre as pessoas sob investigação judicial, informou Cazeneuve.

Na entrevista concedida em julho, Hauchard disse estar esperando ansiosamente pela morte. "Do meu ponto de vista pessoal, meu objetivo é ser um mártir", declarou ele. Fonte: Associated Press.

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