Francês refém da Al-Qaeda foi morto, confirma Sarkozy

Sequestrado pela Al-Qaeda, o trabalhador humanitário Michel Germaneau foi executado no Saara depois que uma fracassada tentativa de libertá-lo ter deixado seis militantes mortos, confirmou hoje o presidente Nicolas Sarkozy. O líder da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, o braço do grupo no norte da África, já havia informado em mensagem divulgada ontem que o francês havia sido morto em retaliação à operação militar. Segundo Sarkozy, o assassinato ilustra a necessidade da manutenção da luta contra o terrorismo.

AE-AP, Agência Estado

26 de julho de 2010 | 09h17

O presidente francês condenou a execução de Germaneau, de 78 anos, e disse que seus assassinos "não ficarão impunes". Sarkozy defendeu a decisão da França de tomar parte numa operação com tropas da Mauritânia como uma última tentativa de libertar a vítima. "Convencidos de que ele estava condenado a uma morte certa, tínhamos a obrigação de fazer este esforço para livrá-lo de seus captures", disse o presidente, em declaração pública feita hoje após uma reunião de emergência do governo.

Mas a tentativa falhou e Germaneau foi morto "a sangue frio", disse Sarkozy, sem especificar quando ou onde o assassinato ocorreu. Germaneau foi sequestrado em 22 de abril no Níger, mas funcionários disseram que posteriormente que ele foi levado a Mali. Jornais europeus informaram que a ação militar ocorreu na quinta-feira.

Em meio aos crescentes temores sobre terrorismo e tráfico no noroeste da África, quatro países - Argélia, Mauritânia, Mali e Níger - abriram, em abril, um quartel-general no deserto. O objetivo é estabelecer uma resposta coletiva para lidar com traficantes e ramificações da Al-Qaeda.

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