Franceses acreditam que Strauss-Kahn foi vítima de complô

Há suspeitas de que diretor-gerente do FMI tenha sido alvo de 'armadilha' de opositores

Luciana Antonello Xavier - Agência Estado

17 de maio de 2011 | 17h01

NOVA YORK - Pesquisa feita na França mostra que 57% dos franceses dizem acreditar que o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, tenha sido vítima de um complô. DSK, como é conhecido em seu país, foi preso em Nova York no último final de semana, acusado de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro de uma camareira. A sondagem foi feita pelo instituto CSA e publicada nesta terça-feira, 17, no site do jornal francês Le Fígaro.

 

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Entre os que não acreditam na possibilidade de um complô estão 32% dos entrevistados, enquanto 11% não opinaram. Entre os simpatizantes socialistas, 70% creem em complô contra 23% que não acreditam que houve armadilha para DSK e 7% que não se pronunciaram. O levantamento foi feito ontem, por telefone, com 1.007 pessoas de 18 anos ou mais dentro em todo o país.

 

Após ter tido seu pedido de pagamento de fiança de US$ 1 milhão negado, DSK foi levado para uma cela no presídio de Rikers Island, uma ilha que fica entre o Queens e o Bronx, depois de ter passado a noite de sexta-feira para sábado em uma luxuosa suíte de US$ 3 mil em hotel em Manhattan, mesmo local onde teria atacado a camareira, segundo relatos da polícia.

 

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