Franceses fazem marcha contra reforma previdenciária

Os dois meses de protestos na França contra a lei do governo para aumentar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos pareciam perder força hoje. Se anteriormente houve manifestações grandiosas e até empolgadas contra a reforma, hoje a atmosfera era de desânimo em Paris, no momento em que surgem novos sinais de divergências entre os sindicatos. As entidades que reúnem trabalhadores protestam contra a reforma previdenciária desde setembro.

AE, Agência Estado

06 de novembro de 2010 | 18h19

Nas marchas de hoje, cerca de 375 mil pessoas saíram às ruas para protestar, segundo estimativa da polícia francesa. Em 28 de outubro, houve 560 mil presentes nas manifestações, também de acordo com a polícia. Já a principal central sindical do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), afirma que 1,2 milhão de pessoas participaram hoje dos protestos.

Alguns sindicalistas sugeriram que o protesto de hoje era algo excessivo, pois já há outro marcado para mais tarde neste mês. Já os mais militantes pedem que as greves sejam endurecidas, para forçar o governo a recuar.

O governo argumenta que é preciso alterar as regras para conter o déficit orçamentário. O presidente Nicolas Sarkozy garante que transformará o projeto já aprovado pelo Legislativo em lei ainda este mês. As informações são da Associated Press.

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