Franceses fogem; marfinenses temem colapso de acordo de paz

Cidadãos franceses enfrentavam longas filas no aeroporto para deixar a Costa do Marfim nesta quinta-feira ao mesmo tempo em que estrangeiros e marfinenses temiam um fim violento para um acordo de paz de poucos dias.Líderes do oeste da África reuniram-se no Senegal para discutir formas de evitar a disseminação da violência na Costa do Marfim, uma ex-colônia francesa que hoje é o maior produtor mundial de cacau. Em Abidjã, capital comercial do país, marfinenses com poucasperspectivas de fugir preparavam-se para o pior: entravam emextensas filas para sacar dinheiro nos bancos e cimentavam asjanelas de suas casas."Não podemos partir, mas somos obrigados a ver todos saírem.Teremos de ficar até tudo acabar", lamentava Lamine Konate,funcionária de uma companhia aérea pela qual viajariam diversoscidadãos franceses e de outras nacionalidades - com dinheiropara partir e um lugar para ficar.Os franceses de Abidjã foram alvo de ataques. Simpatizantes dogoverno acusam a França de ser a responsável por um acordo depaz que fez muitas concessões aos rebeldes após uma guerra civilde quatro meses no país.O Ministério de Defesa da França revelou hoje o envio de mais130 soldados paramilitares a Abidjã para proteger os cidadãosfranceses. Atualmente, cerca de 2.500 soldados franceses estãona Costa do Marfim.

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