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Franceses são condenados por seqüestro de crianças no Chade

Seis voluntários da ONG Arca de Noé recebem pena de 8 anos de prisão por tentar levar menores ilegalmente

Agência Estado e Associated Press,

28 de janeiro de 2008 | 13h20

Um tribunal francês sentenciou nesta segunda-feira, 28, seis membros franceses da associação humanitária Arche de Zoé (Arca de Noé) a oito anos de prisão, após terem sido condenados no Chade por tentativa de seqüestro de 103 crianças que o grupo dizia eram órfãos de Darfur.   Os seis foram condenados em dezembro por um tribunal do Chade a oito anos de trabalhos forçados e foram depois transferidos para França respeitando um acordo judicial entre os dois países. Como a França não possui a pena de trabalhos forçados, a corte de Créteil, no sudeste de Paris, teve que adaptar as sentenças. Os advogados dos seis funcionários disseram que vão recorrer.   Em outubro, as autoridade chadianas prenderam os membros da organização humanitária quando planejavam embarcar 103 crianças em um avião para a França. Os membros insistem que eles estavam agindo por compaixão, para ajudar os órfãos do conflito da região de Darfur, no Sudão, que faz fronteira com o Chade. Mas investigações mostraram que as crianças possuíam ao menos um dos pais ou um parente próximo adulto vivo. A transferência dos condenados para França gerou protestos no Chade, ex-colônia francesa, com queixas de que os seis teriam tratamento especial por serem europeus.   O caso causou constrangimento na França ao ser divulgado quando o país estava forçando a União Européia a enviar uma tropa para o Chade para proteger os refugiados que fugiam da violência de Darfur.   Nesta segunda, a União Européia decidiu enviar uma força de 3.500 soldados de paz para proteger os refugiados de Darfur.

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