Franceses são indiciados por tentativa de seqüestro no Chade

Ativistas de ONG que tentaram levar crianças para adoção na França podem receber 20 anos de pena

Efe e Associated Press,

30 de outubro de 2007 | 08h15

Nove franceses detidos no Chade por tentar tirar ilegalmente 103 crianças do país para adoção na França foram acusados formalmente por seqüestro de menores e fraude, tendo como cúmplices sete espanhóis membros da tripulação de um avião fretado,segundo informou nesta terça-feira, 30, a imprensa francesa. A emissora Radio France International e a rede BFM citam o juiz Ahmat Daouad, da cidade chadiana de Abéché. Ele ditou o auto de acusação contra os 16 suspeitos, detidos na quinta-feira. Após quatro dias de detenção cautelar, os acusados compareceram na noite de segunda-feira diante do juiz, e foram interrogados durante oito horas. Seis dos franceses são seis integrantes da ONG L'Arche de Zoé e três jornalistas. Segundo o ministro do interior Ahmat Bachir, se os acusados forem considerados culpados, poderão cumprir até 20 anos de prisão com trabalhos duros. No Chade, prisioneiros são obrigados a trabalhar para o Estado. Fontes do Ministério de Relações Exteriores espanhol disseram à Efe em Madri que, esta madrugada, tinham recebido a informação da acusação formal contra os espanhóis e franceses detidos, através de meios de comunicação. As fontes não deram detalhes sobre os trâmites iniciados na Madrugada, mas lembraram que a embaixadora espanhola em Camarões, María Jesús Alonso Jiménez, chegou na noite de segunda em Abéché, no Chade. Ela negociará o caso com as autoridades do país africano. O ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, também está se mantendo informado sobre o caso. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, condenou a ação "ilegal e inaceitável" da ONG. Sarkozy telefonou no domingo para seu colega chadiano, Idriss Déby, expressando a sua "tristeza" com o "lamentável assunto".

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