Christophe Petit Tesson/EFE
Christophe Petit Tesson/EFE

Franceses voltam às ruas contra passe sanitário pela 8ª semana seguida

Representantes do grupo antissistema Coletes Amarelos e de alguns setores da ultradireita participaram das manifestações

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2021 | 15h59

PARIS - Pela oitava semana consecutiva, dezenas de milhares de pessoas voltaram às ruas em várias cidades francesas, neste sábado, 4, para protestar contra o passaporte sanitário imposto pelo governo de Emmanuel Macron e contra a vacina contra a covid-19

Na capital, Paris, milhares marcharam da Torre Eiffel até a Esplanade des Invalides, gritando "Liberdade!". Segundo o canal BFMTV, foram registrados incidentes leves no centro comercial de Les Halles e três pessoas foram presas. 

Representantes do grupo antissistema Coletes Amarelos e de alguns setores da ultradireita participaram das manifestações, comno nas edições anteriores. Florian Philippot, ex-número 2 da líder de ultradireita Marine Le Pen, liderou um dos atos com o tema Liberdade e contra o presidente Macron. 

Todos os sábados, desde julho, centenas de milhares de pessoas de diversos grupos têm protestado na França contra o certificado, ou "passe sanitário", obrigatório em bares, restaurantes, transportes interurbanos e até hospitais.

Essa multidão heterogênea inclui grupos como militantes antivacinas, aqueles que apoiam teorias da conspiração sem qualquer sentido e opositores do governo Macron. Durante a marcha, alguns manifestantes vaiaram clientes em bares e restaurantes, segundo a agência France Presse. 

Milhares de manifestantes também marcharam em Marselha (sudeste), a segunda maior cidade do país, a maioria sem máscaras e agitando a bandeira francesa. "Não à discriminação. Não à intimidação: liberdade", dizia um banner.

Em vigor há quase um mês, o passe sanitário é um QR code gerado quando a pessoa tem um certificado de vacinação completo, um teste de coronavírus negativo em menos de 72 horas ou um certificado de recuperação em menos de seis meses. 

Na prática, o código pretende estimular a vacinação em um país no qual 45,4 milhões de pessoas já receberam a vacina, o equivalente a 67,3% da população francesa. 

De acordo com a pesquisa da consultoria Odoxa Backbone, 67% dos franceses aprovam o passe sanitário, o qual o presidente Macron não descarta a possibilidade de continuar a ser utilizado até depois de 15 de novembro. 

Ainda que as internações por covid sigam caindo, com o início do ano letivo e o retorno ao trabalho após as férias de verão (Hemisfério Norte), os médicos se preparam para um possível aumento do número de casos. Hoje, a média diária é de 17 mil infecções por coronavírus. A pandemia da covid-19 já deixou mais de 115 mil mortos na França./AFP e EFE

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