EFE/Esteban Garay
EFE/Esteban Garay

No Chile, papa Francisco pede que direitos e cultura dos povos indígenas sejam respeitados

Pontífice também alertou para a importância de ‘escutar’ os imigrantes, e expressou sua dor e vergonha pelos abusos cometidos por religiosos contra crianças e adolescentes

O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2018 | 11h22

SANTIAGO - O papa Francisco pediu nesta terça-feira, 16, respeito aos “direitos” e à “cultura” dos povos nativos em seu primeiro discurso diante da presidente do Chile, Michelle Bachelet, que o recebeu no Palácio da Moeda.

+ A caminho do Chile, papa diz temer uma 'guerra nuclear'

“É preciso ouvir (...) os povos nativos, frequentemente esquecidos e cujos direitos precisam ser atendidos e sua cultura preservada, para que não se perca parte da identidade e riqueza desta nação”, disse o papa, que se reunirá com representantes do povo mapuche na quarta-feira durante sua visita a Temuco, no sul do país.

+ Papa Francisco chega ao Chile para visita de três dias

O papa argentino, que chegou na noite de segunda-feira ao Chile em sua sexta visita à América Latina - na qual também passará pelo Peru -, lembrou que a defesa do meio ambiente e dos povos nativos pode ser uma grande contribuição para o país. “Com eles podemos aprender que não há um verdadeiro desenvolvimento em um povo que dá as costas para a terra e para tudo e todos que a rodeiam.”

Ele também pediu que a população “escute” os imigrantes, que “batem às portas deste país em busca de melhores condições de vida, e com a força e a esperança de querer construir um futuro melhor para todos”.

Abusos

Francisco expressou sua dor e vergonha pelos abusos cometidos por religiosos contra menores, manchando a imagem da Igreja Católica. "Não posso deixar de manifestar a dor e a vergonha que sinto ante o dano irreparável causado a crianças por parte de ministros da Igreja", afirmou.

"Temos de nos empenhar para que isso não volte a se repetir", acrescentou, em meio a aplausos. "Quero me unir a meus irmãos no episcopado, já que é justo pedir perdão e apoiar com todas as forças as vítimas, ao mesmo tempo em que temos de nos empenhar para que isso não volte a se repetir", enfatizou.

A ONG americana Bishop Accountability - que desde 2003 se dedica a publicar os arquivos de abusadores dentro da Igreja Católica - difundiu na semana passada uma lista de religiosos que abusaram de menores no Chile. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.