Jorge Saenz/AP
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Franco cogita referendo para decidir se Paraguai continua no Mercosul

Presidente afirmou que decisão deve estar de acordo com o 'benefício que possam receber os habitantes'

Efe,

14 de agosto de 2012 | 17h10

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Federico Franco, cogitou nesta terça-feira, 14, a possibilidade de decidir, por meio de um referendo nas eleições gerais de 2013, a continuidade ou não de seu país no Mercosul, depois da sanção imposta pelo bloco regional. "Podemos convocar um referendo e perguntar ao povo nas eleições de abril do ano que vem o que eles querem", disse Franco sobre a situação pela qual atravessa seu país, suspenso desde junho pelo Mercosul e também pela União de Nações Sul-americanas (Unasul).

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"A pergunta é: Pode um governo de um ano tomar uma decisão tão drástica como a de nos retirar do Mercosul ou é melhor aguentar, esperar e deixar as condições para que o próximo governo decida?", indagou o governante em entrevista à rádio paraguaia "970 AM". O próprio líder, que assumiu o cargo em 22 de junho após a destituição de Fernando Lugo por um "julgamento político" parlamentar, respondeu à questão. "Não vou tomar nenhuma decisão que possa ser prejudicial para o país e que seja simpática para uma ou duas pessoas. Em todo caso, minha decisão vai ser tomada sempre em base no benefício que possam receber os habitantes do meu país, a quem devo", afirmou.

O chefe de Estado se expressou nesses termos no momento em que aumentou o debate político local sobre a possibilidade de continuidade ou não do Paraguai dentro do Mercosul e um dia antes que se completasse o quarto e penúltimo ano de mandato que tinha iniciado como vice-presidente junto a Lugo. O atual período governamental será concluído em 15 de agosto de 2013.

Os presidentes de Brasil, Argentina, e Uruguai aplicaram no dia 29 de junho a suspensão temporária do Paraguai em uma cúpula realizada na cidade argentina de Mendoza, argumentando que no país aconteceu uma "quebra democrática" com o impeachment de Lugo. Nessa reunião também foi decidida a formalização da entrada da Venezuela no bloco, oficializada em uma cúpula extraordinária realizada em Brasília, no dia 31 de julho. 

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