Freira italiana assassinada na Somália perdoou seus assassinos

A irmã Leonella, uma freira que dedicou sua vida a ajudar os enfermos em regiões voláteis da África, costumava brincar que havia uma bala com seu nome gravado na Somália. Quando essa bala a atingiu, ela aproveitou seus últimos suspiros para perdoar seus assassinos."Eu perdôo, eu perdôo", teria dito a freira em italiano pouco antes de morrer, contou o reverendo Maloba Wesonga em entrevista concedida à Associated Press em Nairóbi, capital do Quênia, onde nesta segunda-feira foi realizada uma missa em homenagem à religiosa.O assassinato da irmã Leonella, durante o fim de semana, alimenta temores de que ela e outros estrangeiros assassinados recentemente na Somália sejam vítimas do aumento do radicalismo islâmico no país.Sua morte não é vista como um episódio aleatório. Especula-se que o crime poderia ter sido insuflado por recentes declarações do papa Bento XVI sobre o Islã que enfureceram muçulmanos ao redor do mundo.De acordo com seus familiares, irmã Leonella, cujo nome de batismo é Rosa Sgorbati, viveu e trabalhou no Quênia e na Somália durante 38 anos.Ela foi assassinada no domingo, quando saía de um hospital financiado pela Áustria em Mogadiscio, a devastada capital somali. Seu guarda-costas também foi morto no episódio.

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