Massimo Percossi/ANSA via AP
Massimo Percossi/ANSA via AP

Freira que se tornou símbolo do terremoto na Itália relata momentos de desespero

Irmã Marjana Lleshi pensou que iria morrer quando as paredes do convento em que estava começaram a desabar

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2016 | 11h05

ASCOLI PICENO, ITÁLIA - Ela se tornou o rosto do terremoto da Itália: freira Marjana Lleshi, com suas vestes manchadas de sangue enquanto enviava uma mensagem de texto para sua família e amigos em sua terra natal, Albânia, dizendo que estava viva.

A irmã de 35 anos de idade pensou que iria morrer quando as paredes de seu convento caíram, disse em uma entrevista realizada na quinta-feira. Ela escreveu aos seus colegas pedindo que eles rezassem por sua alma. Em seguida, foi resgatada por um homem a quem chamou de “anjo”.

Marjana afirmou que não há nada que ela queira mais do que ir a Roma na próxima semana para assistir à canonização da Madre Teresa, “que deu esperança àqueles que não tinham nenhuma”.

A freira dormia no convento Don Minozzi, na Igreja do Santo Cruxifixo em Amatrice, quando ocorreu o terremoto de 6,2 graus de magnitude. Ela acordou coberta de pó e sangue. Ao perceber o que havia acontecido, gritava e pedia ajuda às pessoas que passavam pelo local. Ninguém respondia e ela não conseguia sair sozinha.

“Quando comecei a perder toda a esperança de ser salva, resignei-me a Ele e comecei a enviar mensagens aos meus amigos pedindo para orarem por mim e pela minha alma, e disse adeus para sempre”, contou. “Não podia enviar uma mensagem como esta à minha família porque temia que meu pai tivesse um colapso emocional e morresse.”

A freira foi resgatada por um homem jovem que cuidava de uma das idosas do convento. “Escutei uma voz que me chamava: ‘irmã Marjana, irmã Marjana’”.

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Ao sair debaixo dos escombros, sentou-se na rua e começou a escrever aos seus amigos e irmãs dizendo que havia sobrevivido. O momento ficou imortalizado em uma imagem feita por um fotógrafo da agência de notícias italiana Ansa e que percorreu o mundo. / Associated Press

 

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