Mauricio Arduin/EFE
Mauricio Arduin/EFE

Frio e céu nublado se misturam a cenas de dor e luto em Mar del Plata

Moradores da cidade argentina lamentam o desaparecimento do submarino ARA San Juan e sofrem com a falta de informação

Luiz Raatz, enviado especial de O Estado de S. Paulo a Mar del Plata (Argentina)

23 Novembro 2017 | 22h17

MAR DEL PLATA - O vento forte, o frio de 14ºC e o céu nublado em Mar del Plata deixaram o dia da descoberta de que dificilmente haja sobreviventes do submarino ARA San Juan ainda mais lúgubre. Ainda vazia, em um momento de baixa temporada que antecede as férias de verão, as notícias sobre a embarcação e um possível resgate mobilizam a cidade.  

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O aeroporto abriga dois aviões, um da Força Aérea Brasileira, e outro da Força Aérea Americana, em apoio às missões de salvamento, que têm tido ajuda também de militares britânicos, peruanos, chilenos e de outros países.

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A Base Naval de Mar del Plata, palco durante todo o dia de cenas de dor e luto, anoitecia sem tanta movimentação, exceto pela presença de cinegrafistas, jornalistas e curiosos à espera de novidades.

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Moradores da cidade lamentam o desaparecimento da embarcação e disseram estar sofrendo pelas famílias dos militares que estavam a bordo. 

Dono de uma loja no centro da cidade, Antonio Licitra, de 55 anos, atribuiu a tragédia com o ARA San Juan ao destino. "Era uma profissão de risco a de submarinista, mas isso poderia acontecer com qualquer um. O mau tempo pode derrubar um avião também", disse. "Eu já fui assaltado três vezes com uma arma na cabeça e escapei por pura obra do acaso. Mas é muito triste."

Já a engenheira agrônoma Gladys Clemente vê uma série de inconsistências no acidente. "Sou nascida e criada em Mar del Plata e desde pequena me lembro dos submarinos sempre parados na base naval", contou. "Me parece estranho que um submarino desenhado para navegar a até 700 metros andasse tão perto da borda da plataforma continental."

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