Fritzl tinha consciência de sua culpa, diz psiquiatra

Obcecado por controlar pessoas, Josef Fritzl bloqueava mentalmente os crimes que cometia diariamente no porão de sua casa. Mas o aposentado nunca perdeu a capacidade de discernir o certo do errado. Fritzl, portanto, tinha consciência o tempo todo de sua culpa. Foram essas as afirmações feitas ontem ao júri pela psiquiatra Adelheid Kastner, que examinou o réu. Ela recomendou que Fritzl seja transferido para uma unidade psiquiátrica. As crianças que teve com sua filha, Elisabeth, responderiam à sua obsessão para controlá-la. "Mais filhos, mais poder", disse a especialista. Segundo ela, Fritzl teve uma infância tumultuada. Sua mãe o maltratava e ele foi traumatizado pelos bombardeios na Áustria, na 2ª Guerra, quando se refugiava sozinho no porão de sua casa. Há ainda suspeitas de que a gravidez de sua mãe tenha sido causada por um estupro.

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