Fritzl volta atrás e admite culpa em homicídio

O austríaco Josef Fritzl, acusado de manter uma filha em cárcere privado por 24 anos e de ter tido sete filhos com ela, voltou atrás e declarou-se culpado hoje de todas as acusações pendentes contra ele, inclusive a de homicídio culposo. A reviravolta ocorreu depois de o réu ter ouvido o depoimento da filha que manteve em cativeiro. Fritzl, de 73 anos, admitiu sua culpa no terceiro dia de um julgamento. "Eu me declaro culpado das acusações contidas no indiciamento", declarou o réu.

AE-AP, Agencia Estado

18 de março de 2009 | 09h31

Fritzl está sujeito à pena de prisão perpétua, especialmente pela admissão de homicídio por negligência, a qual ele contestou inicialmente, assim como a de escravidão. A promotoria também o acusou de estupro, incesto, cárcere privado e coerção. A psiquiatra Adelheid Kastner disse à corte hoje que Fritzl padece de uma desordem de personalidade muito séria e representaria uma ameaça à sociedade mesmo se fosse libertado em sua idade avançada. Ela recomendou que Fritzl cumpra sua sentença em um manicômio judiciário.

Questionado pelo júri sobre o que o havia levado a mudar de posição, Fritzl disse que foi o depoimento em vídeo de sua filha Elisabeth. Fritzl, os jurados e o restante da corte assistiram a 11 horas de depoimentos gravados de Elizabeth nas audiências de ontem e anteontem.

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