'Fuga de cérebros' de países pobres não é tão grande, diz OCDE

A crença de que os países ricos estãosugando mão-de-obra qualificada dos países mais pobres é emgrande parte infundada, afirmou a Organização para a Cooperaçãoe o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em um relatório publicadona quarta-feira. A OCDE, cujos 30 países-membros são em sua maioria ricos eindustrializados, disse que o êxodo a partir das nações emdesenvolvimento para desenvolvidas havia sido significativo nocaso de alguns países menores da África e do Caribe, mas quecontinua pequeno nos demais casos. "Não há um fenômeno generalizado do tipo envolvendo ospaíses em desenvolvimento", afirmou a entidade com sede emParis no relatório intitulado "A Profile of ImmigrantPopulations in the 21st Century" (um perfil das populaçõesimigrantes no século 21). "A taxa de emigração de pessoas com terceiro grau completocostuma ser baixa na maior parte dos países grandes", disse aOCDE, estimando esse índice em menos de 5 por cento para oBrasil, a Indonésia, Bangladesh, a Índia e a China. As exceções, em que entre 40 e 80 por cento dosprofissionais com nível universitário abandonam seu país natal,incluem muitos países pequenos, muitas vezes Estados-ilha, comoFiji, Maurício, a Jamaica, o Haiti e Trinidad e Tobago,observou a OCDE. Apesar de a chamada fuga de cérebros para os paísesdesenvolvidos não ser tão grande como alguns acreditam, a OCDEdisse haver problemas específicos na área da saúde. Apontou, noentanto, que dados conclusivos a esse respeito são difíceis deser estabelecidos. A Índia é o maior fornecedor de médicos para o mundo rico,enquanto as Filipinas são os maiores fornecedores deenfermeiros. "Em relação aos médicos, a China e a ex-União Soviéticadesempenham um papel impressionante, havendo mais de 10 milmédicos vindos desses países que trabalham na OCDE", disse orelatório. (Por Brian Love)

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