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Fuga de prisão no Iraque termina com 50 presos e 12 policiais mortos

Autoridades disseram que fuga foi organizada pelo Estado Islâmico; simpatizantes do grupo admitiram a responsabilidade dos radicais, mas deram detalhes diferentes

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2015 | 17h45

BAGDÁ - Cinquenta presos e 12 policiais morreram em uma fuga organizada pelo Estado Islâmico de uma prisão no Iraque, segundo autoridades do país neste sábado, 9. Simpatizantes do grupo admitiram que organizaram a fuga, mas deram detalhes diferentes.

Depois que uma confusão eclodiu, dezenas de prisioneiros escaparam da prisão de Al-Khalis, aproximadamente 80km ao nordeste de Bagdá, disse a polícia e autoridades de segurança.

Segundo a agência Amaq News, que apoia o grupo radical Estado Islâmico, seus militantes invadiram o lugar com a ajuda de explosivos para libertar 30 presos e ter acesso ao depósito de armas da prisão. No ano passado, o grupo tomou grandes áreas do Iraque e da Síria. 

A agência disse que militantes xiitas, contrários ao grupo, invadiram a prisão logo em seguida e mataram cerca de 60 radicais nos confrontos. Essa informação não foi confirmada pelas autoridades. 

"O Estado Islâmico foi responsável pelas mortes e fuga dos prisioneiros do Estado Islâmico", disse, por sua vez, Oudi Al-Khadran, prefeito da cidade onde fica a prisão, que mantém centenas de pessoas condenadas por terrorismo. Isso foi confirmado pelo coronel Ahmed al-Timimi, do centro de operações de segurança da província de Diyala.

Não está claro se algum prisioneiro importante estava preso em Al-Khalis, disse o chefe do comitê de segurança de Diyala, Seyyid Sadiq al-Husseini. 

"Os prisioneiros começaram a lutar entre eles, o que chamou a atenção dos guardas, que tentaram separar a briga", disse uma fonte da polícia, pedindo anonimato. "Então, os prisioneiros o atacaram, tiraram suas armas e começaram uma grande confusão." 

As autoridades declararam um toque de recolher em Al-Khalis e fizeram batidas nas casas em busca dos prisioneiros, disse outra fonte da polícia.


O governo iraquiano, apoiado pelos ataques aéreos dos Estados Unidos na sua campanha contra o Estado Islâmico, também está tentando conter a violência sectária que se espalha pelo país. Ainda ontem, um carro-bomba em Bagdá matou 7 civis e feriu outros 14, disseram a polícia e fontes médicas. / REUTERS

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