Fugitivo americano tenta suicídio após França decidir extraditá-lo

Ira Einhorn, ofugitivo condenado in absentia pelo repulsivo assassinato de suanamorada há mais de 20 anos, ao saber que o apelo para evitarsua extradição para os EUA fora negado pela Justiça francesacortou a garganta numa tentativa de suicídio, disse seu advogado mas em seguida decidiu que preferia viver. Enquanto o ex-ativista pacifista recebia cuidadosmédicos em um hospital, seus advogados conquistaram umaimportante vitória: a França concordou em adiar por uma semanasua extradição, a pedido do Tribunal Europeu Direitos Humanos. A corte européia disse ao governo francês que seria"aconselhável" adiar a extradição por uma semana, durante aqual seus juízes examinarão o caso de Einhorn, e também pediuque Paris a mantenha informada sobre o estado de saúde dofugitivo. Ao mesmo tempo, em Washington, o Departamento de Estadomanifestava satisfação pela decisão do Conselho de Estadofrancês de extraditar Einhorn - que fugiu dos EUA em 1981,quando aguardava julgamento pelo assassinato de sua namorada,Holly Maddux. O corpo dela foi encontrado dentro de uma mala nocloset de um apartamento em Filadélfia onde o casal residia. Em 1993, Einhorn foi condenado in absentia à prisãoperpétua. O ex-líder pacifista nega ter assassinado Maddux,qualificando o caso de conspiração do governo contra ele. Por sua vez, o governo francês tem como norma nãoextraditar estrangeiros condenados in absentia, e também evitaextraditá-los quando correm risco, em seus países, de enfrentara pena de morte. Mas em 1998 um tribunal da Pensilvânia ordenou um novojulgamento de Einhorn, e funcionários americanos asseguraram queele não corre risco de ser condenado à pena capital porque essapena não era legal na Pensilvânia na época do crime.

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