FAMILY HANDOUT / AFP
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Fujimori diz que voltar à prisão será como 'condenação à morte'

Ex-presidente peruano foi internado em clínica de Lima com aumento nos batimentos cardíacos depois de a Justiça anular o indulto que o tirou da prisão em dezembro; ministro do Interior, Mauro Medin, afirmou que ele já está em 'condição de detido'

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2018 | 16h47

LIMA - O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, cujo indulto foi anulado pela Justiça, pediu nesta quinta-feira, 4, que as autoridades não o enviem para a prisão, pois isto significaria uma "pena de morte" pare ele.

"Quero pedir ao presidente da República e aos membros do Poder Judiciário apenas uma coisa: por favor, não me matem. Se eu retornar à prisão meu coração não vai aguentar, está fraco demais para passar por isso novamente. Não me condenem à morte, já não aguento mais", declarou Fujimori, de 80 anos, em um vídeo gravado na clínica onde ingressou na quarta-feira.

Fujimori, que tem problemas crônicos como hipertensão e arritmia cardíaca, recebeu um indulto humanitário em dezembro de 2017 depois de 12 anos de prisão, onde cumpria uma sentença de 25 anos por crimes contra a humanidade durante seu governo (1990-2000). Mas na quarta-feira a Suprema Corte anulou o indulto e ordenou que o ex-presidente retornasse à prisão.

Nesta quinta, o ministro do Interior, Mauro Medin, informou que Fujimori já está sob custódia policial na Clínica Centenário Peruano-Japonesa, na qual esteve internado várias vezes por problemas de saúde.

"Ele já está em condição de detido", disse o ministro à rádio RPP sobre a situação legal de Fujimori. "Esperamos apenas sua alta da clínica para que seja levado ao Instituto Penitenciário Nacional". acrescentou.

Fujimori foi hospitalizado na quarta-feira à tarde por "ter sofrido uma descompensação, com um aumento nos batimentos cardíacos. Ele sofreu uma queda na pressão arterial, por isso foi levado à clínica para uma série de avaliações e tratamentos", segundo informou seu médico Alejandro Aguinaga. / AFP e EFE

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