Fujimori é sentenciado a mais de 7 anos

Acusado de peculato e falsidade ideológica, ex-presidente peruano terá de pagar multa

AP e AFP, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2009 | 00h00

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori foi condenado ontem a 7 anos e 6 meses de prisão por ter pago US$ 15 milhões com fundos do Tesouro a seu ex-chefe de inteligência Vladimiro Montesinos para evitar um golpe de Estado. Considerado culpado pelos crimes de peculato e falsidade ideológica, Fujimori escutou sua sentença sentando e com aparência tranquila, enquanto fazia anotações.Além do tempo de pena, a sentença também inclui a inabilitação por 2 anos e 10 meses para exercer qualquer cargo público e o pagamento de US$ 996 mil como reparação civil ao Estado. A quantia deve ser paga por Fujimori com a ajuda de três ex-ministros previamente condenados pelo mesmo caso.A acusação de peculato foi contestada por Fujimori, que afirmou ter restituído ao Tesouro o dinheiro pago a Montesinos. Em 2000, o ex-presidente teria ordenado a transferência do dinheiro ao Ministério da Defesa para financiar um plano para combater uma suposta infiltração da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território peruano.A defesa do ex-presidente já afirmou que recorrerá da decisão. Essa foi a terceira sentença emitida contra Fujimori desde que ele foi extraditado do Chile, em setembro de 2007.O ex-líder peruano, que faz 71 anos no fim do mês, foi condenado em abril a 25 anos de prisão por ter sido considerado o autor intelectual de 25 homicídios qualificados, lesões graves a quatro pessoas e dois sequestros realizados por grupos de extermínio.Em dezembro de 2007, Fujimori foi sentenciado a outros 6 anos de prisão e a uma multa de US$ 135 mil por abuso de autoridade. As condenações do ex-presidente, porém, não são acumulativas. Por isso, Fujimori cumprirá apenas a mais longa delas.Na semana passada, o ex-presidente afirmou que esperava uma condenação de "pessoas que buscam aniquilar" seu partido político por causa das eleições gerais de 2011. A Corte Suprema negou a acusação, afirmando que sua sentença seria jurídica, não política.

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