Mariana Bazo/Reuters
Mariana Bazo/Reuters

Fujimorismo perde força nas eleições legislativas do Peru

Apesar de fragmentado, novo Congresso deve estar mais alinhado ao presidente Vizcarra e sua reforma anticorrupção

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 19h20

LIMA - Os peruanos elegeram no domingo um novo e fragmentado Congresso, cujo controle passou do fujimorismo para forças mais alinhadas ao presidente Martín Vizcarra, segundo os primeiros resultados oficiais anunciados nesta segunda-feira, 27. Se a tendência for confirmada, o fujimorismo caminha para a perda da hegemonia que mantinha desde 2016.

“É o colapso do fujimorismo, é uma queda muito profunda, um golpe muito forte”, declarou o analista Luis Benavente, diretor do instituto Vox Populi. As eleições foram convocadas por Vizcarra em 30 de setembro, quando ele fechou o Congresso com o qual mantinha uma relação turbulenta em razão de suas ações contra a corrupção.

O órgão eleitoral não divulgou resultados nacionais, mas em Lima, que elege quase um terço dos membros do Congresso unicameral (36 de 130 parlamentares), a apuração é liderada pelo Partido Morado, que declara ser de “centro”, com 14,42% dos votos. O Força Popular, liderado por Keiko Fujimori, tem 7,33%. 

“Não sabemos quantos congressistas (fujimoristas) serão eleitos, mas as primeiras projeções indicam que seria um décimo de 2016”, disse o analista Fernando Rospigliosi. Em 2016, o fujimorismo conquistou 73 das 130 cadeiras, mas agora ficaria com menos de 20.

Vizcarra, que não tem partido, pediu “um relacionamento (entre Executivo e Legislativo) responsável, maduro, buscando consenso em benefício do Peru”. 

O fujimorismo perdeu força em razão dos escândalos de corrupção que envolvem Keiko Fujimori e a empreiteira Odebrecht. Ela passou 13 meses presa e só foi libertada no fim do ano passado. /AFP

 

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