Fukuda é favorito na disputa para primeiro-ministro do Japão

Oito das nove facções do Partido Liberal Democrático (PLD) apóiam candidatura de ex-chefe de gabinete

Agência Estado e Associated Press,

14 de setembro de 2007 | 19h05

O ex-chefe de gabinete do Japão Yasuo Fukuda, de 71 anos, recebeu nesta sexta-feira o apoio de oito das nove facções do governista Partido Liberal Democrático (PLD), após candidatar-se oficialmente à presidência do partido.  Com esse amplo apoio, Fukuda tornou-se o candidato favorito para suceder ao primeiro-ministro Shinzo Abe - que na quarta-feira anunciou sua renúncia. Antes dele, o favorito era o ex-chanceler e atual secretário-geral do PLD, Taro Aso, de 66 anos, que anunciou sua candidatura nesta sexta-feira. Fukuda também lidera uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira pela agência de notícias Kyodo. Para 28% dos 1.059 entrevistados, Fukuda seria a melhor pessoa para ocupar a chefia do governo, enquanto 18,7% acham que seria Aso. O PLD escolherá no dia 23 seu presidente, que será nomeado primeiro-ministro pelo Parlamento, pois o partido governista tem maioria na Câmara Baixa.  O ministro das Finanças, Fukushiro Nukaga, que apresentou sua candidatura na quinta-feira, 13, reuniu-se nesta sexta-feira com Fukuda e prometeu sua cooperação, efetivamente abandonando a disputa pela chefia do partido, informou a versão online do jornal Asahi. Não estava claro se algum outro membro do PLD apresentará sua candidatura. O prazo para as inscrições vence no sábado. Perfis Tanto Fukuda como Aso vêm de famílias de políticos. O pai de Fukuda foi o primeiro-ministro Takeo Fukuda e o avô de Aso foi o premiê Shigeru Yoshida, que negociou o acordo que encerrou a II Guerra Mundial. Mas ideologicamente eles têm visões diferentes. Aso, um conservador, certa vez sugeriu que Taiwan se beneficiou por ter sido colonizada pelo Japão na primeira metade do século XX.  Fukuda, por sua vez, é um crítico do governo Abe e favorece melhores relações com os vizinhos asiáticos e se opõe às visitas do chefe de governo ao templo de Yasukuni, em Tóquio, onde estão enterrados criminosos de guerra. Fukuda foi considerado o candidato favorito para suceder ao predecessor de Abe, Junichiro Koizumi, quando ele renunciou em setembro de 2006, mas decidiu não concorrer ao cargo.

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