Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Fumo e pobreza fazem câncer aumentar nos países do 3o mundo

O crescimento do tabagismo e dapobreza vão fazer com que os países em desenvolvimentoregistrem até 2050 cerca de 27 milhões de casos de câncer porano, mais do que o dobro da média atual, segundo previsõesdivulgadas na quinta-feira. O câncer já é a segunda principal causa de mortes no mundo,atrás apenas das doenças cardíacas e à frente da Aids, damalária, da tuberculose e de outras enfermidades. O aumento da longevidade e de hábitos ruins, como otabagismo, ainda farão com que os casos de câncer cresçam mais,segundo Nancy Davidson, da Universidade Johns Hopkins, emBaltimore, também presidente da Sociedade Americana deOncologia Clínica. Segundo ela, o câncer responde por dez por cento dasmortes. De acordo com estudo publicado nesta semana pelaAgência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, 7,6 milhõesde pessoas vão morrer dessa doença neste ano no mundo, sendo 5milhões delas nos países em desenvolvimento. A estatística contraria a percepção de que o câncer é umadoença de países ricos. Entre 2002 e 2004, o número de vítimasfatais nos EUA caiu 2 por cento. "Ainda haverá 12 milhões de novos casos de câncerdiagnosticados mundialmente em 2007. Até 2050, o número vaimais que dobrar, para 27 milhões, mesmo que as taxas nãomudem", disse por telefone Lynn Ries, do Instituto Nacional doCâncer dos EUA. Desses, 5,4 milhões de novos casos serão em paísesdesenvolvidos, e 6,7 milhões nos países em desenvolvimento,segundo Ries. O câncer é provocado por vários fatores, como os genes, adieta, o sedentarismo e, raramente, a exposição a substânciasquímicas. Mas o principal fator é o fumo. E cada vez maispessoas fumam, segundo Deirdre Lawrence, do Instituto Nacionaldo Câncer dos EUA. "Segundo as atuais estimativas da Organização Mundial daSaúde, o número anual de mortes relacionadas ao tabacomundialmente está projetada para subir de 4,9 milhões em 2000para mais de 10 milhões até 2020 caso não sejam feitasintervenções eficazes", disse Lawrence. Segundo ela, 70 por cento das mortes serão em países emdesenvolvimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.