Al Drago/The New York Times
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Funcionária da Casa Branca relata ao Congresso brechas de segurança na presidência dos EUA

Tricia Newbold afirmou à Comissão de Supervisão da Câmara que ao menos 25 funcionários do alto escalão do governo receberam credencial de segurança - que lhe garantem acesso a documentos sigilosos - apesar das recomendações contrárias

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2019 | 15h24

WASHINGTON - Cerca de 25 funcionários da Casa Branca, incluindo os principais assessores do presidente Donald Trump, receberam credenciais de segurança, apesar das recomendações contrárias, informou nesta segunda-feira, 1º, um membro do Congresso americano.

Tricia Newbold, integrante da equipe de segurança da Casa Branca, relatou ao Congresso "graves brechas na segurança nacional nos níveis mais altos da administração Trump", afirmou em carta o presidente da Comissão de Supervisão da Câmara dos Deputados, Elijah Cummings.

Cummings entregou a carta à assessora da Casa Branca Pat Cipollone para pedir informações sobre as credenciais de segurança - que permitem o acesso a conteúdos ultrassecretos - concedidas ao conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, seu antecessor, Michael Flynn, à filha do presidente, Ivanka Trump, seu genro Jared Kushner e outros funcionários.

Cummings também relatou sua intenção de intimar Carl Kline, ex-chefe de Tricia Newbold no departamento de segurança pessoal da Casa Branca, e outras autoridades sobre este caso.

Tricia disse à comissão que o departamento de segurança pessoal havia recomendado não conceder essas credenciais para 25 pessoas que os receberam, de acordo com Cumming. Mas essa funcionária, que trabalha na Casa Branca há 18 anos, disse que essas recomendações foram ignoradas por seus superiores.

"Não faria bem para mim, para meu país ou para meus filhos se eu relaxasse sabendo que os problemas que temos podem afetar a segurança nacional", disse Tricia para a comissão presidida por Cummings. 

A disputa entre Tricia e Kline sobre as credenciais veio à tona em janeiro, quando ela foi suspensa do trabalho por duas semanas.

De acordo com o canal de notícias NBC News, o conflito começou em meados de 2017 com o caso de Jared Kushner, um dos conselheiros mais próximos de Trump que, apesar dos problemas, recebeu uma credencial que lhe garante acesso a documentos secretos. Em 2018, o então chefe de gabinete de Trump, John F. Kelly,  tirou o acesso de Kushner a esses documentos/ AFP

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