Funcionário afegão mata 1 em base da CIA em Cabul

Um funcionário afegão do governo dos Estados Unidos matou um norte-americano e feriu outro durante um ataque a um escritório da CIA em Cabul na noite de domingo. Trata-se do mais recente ataque realizado por afegãos que trabalham com aliados internacionais. Em alguns casos, os ataques foram realizados por agentes infiltrados e em outra ocasiões as ações foram realizadas por motivos pessoais.

AE, Agência Estado

26 Setembro 2011 | 13h29

Os disparos foram ouvidos pouco depois das 20 (horário local) ao redor do antigo hotel Ariana, prédio que, segundo ex-agentes de inteligência norte-americana, é ocupado pela CIA. A agência de espionagem teria ocupado o prédio, que fica a alguns quarteirões do palácio presidencial no final de 2001, após a invasão que derrubou o Taleban do governo do país.

A embaixada dos Estados Unidos informou que um funcionário afegão do complexo matou a tiros um cidadão norte-americano e feriu outros antes de ser morto. "O motivo do ataque está sob investigação", disse e embaixada em comunicado.

O porta-voz da embaixada, Gavin Sundwall, disse que o funcionário afegão não tinha autorização para carregar uma arma e que não está claro como ele conseguiu levar uma arma para o complexo.

A embaixada não forneceu informações sobre o norte-americano morto e disse que a pessoa ferida foi levada a um hospital militar com ferimentos que não ameaçam sua vida. O comunicado diz também que a embaixada "retomou suas operações".

O ataque ocorreu menos de duas semanas depois que militantes dispararam granadas propelidas por foguetes e fizeram disparos com rifles de assalto contra a embaixada dos Estados Unidos, a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e outros prédios em Cabul, matando sete afegãos.

Nenhum funcionário da embaixada ou da Otan ficaram feridos durante a ação, que durou 20 horas. Mas o caso piorou as relações entre os governos paquistanês e norte-americano, já que autoridades dos Estados Unidos acusaram a agência de espionagem do Paquistão, a ISI, de apoiar insurgentes que planejaram e executaram o ataque de 13 de setembro.

O ataque de domingo ocorreu após o assassinato, na semana passada, do ex-presidente afegão Burhanuddin Rabbani, que coordenava os esforços de paz o governo com o Taleban. Ele foi morto quando um insurgente, que afirmava se um emissário de paz, explodiu uma bomba escondida em seu turbante durante uma reunião com Rabbani. As informações são da Associated Press.

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