Funcionário do FMI diz que é 'prematuro' falar de uma crise na China

A desaceleração econômica da China e a forte queda de seu mercado acionário não é o anúncio de uma crise mas um ajuste "necessário" da segunda maior economia do mundo, disse neste sábado um alto funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI).

REUTERS

22 de agosto de 2015 | 12h40

Novas evidências de que o crescimento da China está freando afetou os mercados mundiais na sexta-feira e provocou a maior queda diária de Wall Street em quase quatro anos.

"As políticas monetárias têm sido muito expansivas nos últimos anos e um ajuste é necessário", disse Carlo

Cottarelli, diretor-executivo do FMI representando países como Itália e Grécia.

"É absolutamente prematuro falar de uma crise na China",

disse o diretor a jornalistas.

Cottarelli reiterou a previsão do FMI de crescimento da China de 6,8 por cento para este ano, abaixo dos 7,4 por cento em 2014.

"La economia real da China está desacelerando, mas é perfeitamente normal que isso ocorra (...) o que aconteceu recentemente foi um choque nos mercados financeiros que é natural", adicionou.

(Por Paolo Biondi)

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