Funcionário dos Médicos Sem Fronteiras é seqüestrado no Daguestão

Aran Erkel, um funcionário holandês da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), foi seqüestrado na república russa do Daguestão, informaram hoje autoridades. De acordo com um funcionário do Serviço de Segurança Federal no Daguestão, que pediu anonimato, Erkel foi capturado ontem à noite por três desconhecidos depois que deixou a casa de seu intérprete nos subúrbios de Makhachkala. Segundo um comunicado da MSF, Erkel se dirigia à casa dele quando "o automóvel da MSF foi interceptado por um veículo local com três homens a bordo, dois deles armados". De acordo com o organismo, Erkel foi forçado a entrar no carro. O vice-promotor do Daguestão, Magomed Abdulhalikov, informou que o motorista de Erkel foi detido em conexão com o seqüestro e seu intérprete está sendo interrogado como testemunha. O funcionário se negou a dar a causa da detenção do condutor, mas a agência de notícias russa Interfax informou que o fato de o motorista não ter sido amarrado e nem ter sofrido ferimentos durante o seqüestro levou os investigadores a suspeitarem dele. De acordo com a porta-voz da MSF em Moscou, Kate de Rivero, a organização ainda não foi contactada pelos seqüestradores. Erkel dirige uma missão no Daguestão para o braço suíço da organização humanitária. De Rivero informou que o trabalho da MSF na região consiste em ajudar os refugiados do conflito na Chechênia, que faz fronteira com o Daguestão.

Agencia Estado,

13 Agosto 2002 | 17h58

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