Funcionários da ONU deixam Paquistão

Familiares e funcionários das Nações Unidas começaram a sair do Paquistão neste domingo. A informação é de um porta-voz da ONU, Eric Falt. De acordo com ele, pelo menos 300 pessoas deverão sair da região nos próximos dias. A Instituição decidiu abandonar o país por temer um conflito militar entre paquistaneses e indianos. Apesar disso, o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse neste sábado ?não acreditar que algum lado seja tão irresponsável? a ponto de iniciar uma guerra nuclear. Musharraf reconheceu que "a situação é perigosa e é necessária uma redução da tensão", mas manteve o tom tranqüilizador dizendo que um confronto não seria bom para nenhum dos lados. Do lado indiano, o ministro da Defesa, George Fernandes, afirmou não ver um "perigo iminente" de guerra, mas, ao mesmo tempo, disse não ver também ?sinais de uma rápida saída para a crise?. Cerca de um milhão de soldados dos dois países estão concentrados na fronteira. Confrontos diários já levaram milhares de moradores a abandonar a região ao longo da semana. Governos estrangeiros continuam a aconselhar seus cidadãos a deixar a área. Depois das recomendações feitas pelos EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália e Canadá, agora foi a vez do Japão, França e Espanha alertarem para os riscos de uma guerra.

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