Funcionários de campanha de candidata afegã são encontrados mortos

Os cinco trabalhavam para a candidata ao Parlamento Fauzia Galani.

BBC Brasil, BBC

29 de agosto de 2010 | 19h21

Os corpos de cinco pessoas que trabalhavam para uma candidata a uma vaga do Parlamento do Afeganistão foram encontrados na província de Herat, oeste do país.

Os funcionários trabalhavam para Fauzia Galani, que está tentando a reeleição nas eleições parlamentares afegãs de setembro.

Os cinco estavam em um grupo de dez pessoas que foram sequestradas por homens armados na quarta-feira. Cinco foram libertados depois do sequestro.

O Talebã informou que eles foram os responsáveis pelos sequestros e assumiu também as mortes.

Os insurgentes são contra as eleições no Afeganistão, contra candidatas em particular e já foram responsabilizados pelo assassinato de vários candidatos.

Eleições e mortes

Os Estados Unidos enviaram mais 30 mil soldados para o Afeganistão desde dezembro de 2009, em um esforço para derrotar o Talebã.

Mas, de acordo com o correspondente da BBC no país Quentin Sommerville, fora dos centros urbanos a campanha de intimidação dos insurgentes parece estar funcionando, com muitos eleitores em potencial afirmando que estão assustados demais para votar no dia 18 de setembro.

Mais de 2.5 mil candidatos estão competindo pelas 249 cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento afegão.

O chefe de polícia Nisar Ahmad Popal informou que os corpos dos funcionários da candidata foram encontrados em uma área montanhosa do distrito de Adriskan.

Segundo informações, as vítimas estariam com as mãos amarradas e receberam tiros na cabeça.

No sábado o candidato Haji Abdul Manan foi morto a tiros quando saía de uma mesquita.

O Talebã também foi responsabilizado pelo sequestro de quatro mulheres que trabalhavam em um centro de recuperação para viciados em drogas na província de Faryab, norte do Afeganistão. As autoridades estariam negociando a libertação das quatro.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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