Funcionários egípcios presos ao tentar vender uma múmia

Um funcionário graduado e seis do segundo escalão do governo ? todos empregados do Ministério da Agricultura ? foram presos,, tentando vender uma múmia a um policial disfarçado de mercador de antigüidades, segundo informou a polícia egípcia hoje. A polícia acredita que eles desenterraram a múmia recentemente, numa escavação ilegal em Beni Suef, 100 quilômetros ao sul do Cairo, e a esconderam num caminhão tanque do próprio ministério.A maioria das vendas de antigüidades egípcias é ilegal, desde a decretação de uma lei, em 1983, declarando todas as antigüidades, que já não pertencessem a coleções privadas, bens públicos. A múmia, ainda segundo a polícia, data do período greco-romano do Egito, mede um pouco menos de dois metros e está em boas condições. Ela foi entregue a arqueólogos do governo.Os suspeitos devem ser sentenciados por contrabando de antigüidades, o que prevê uma pena máxima de cinco anos de prisão. Funcionários públicos ligados às antigüidades estão pressionando para que essa pena seja aumentada para 25 anos.Foi o terceiro caso de contrabando envolvendo funcionários do governo, este ano. O primeiro teve como protagonista um funcionário responsável pela segurança das antigüidades. No segundo, a polícia flagrou nada menos que o ex-superintendente de Luxor ? o conjunto de templos faraônicos e das tumbas do Vale dos Reis.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2003 | 16h44

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