Funcionários: rebeldes controlam maior parte de Beiji

Trabalhadores da refinaria de Beiji afirmaram nesta quinta-feira que os rebeldes sunitas do Estados Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) tomaram a maior parte das instalações.

Agência Estado

19 de junho de 2014 | 10h15

A expectativa é que os confrontos na maior refinaria do país se intensifiquem novamente após terem diminuído durante a noite, após um dia de ataques realizados por unidades de contraterrorismo com o auxílio de um helicóptero armado com metralhadoras.

As operações em Beiji foram interrompidas e a eletricidade foi cortada, disse o engenheiro Dhahi Al Jubouri que, juntamente com a maioria dos funcionários da instalação, estava escondido na parte residencial do complexo.

Durante os confrontos entre forças do governo e insurgentes do EIIL, um importante duto de gás e dois grandes tanques de combustível ficaram bastante danificados, afirmou Jubouri. "Homens armados controlam algumas áreas, mas as forças de segurança ainda controlam o escritório da administração e o departamento de produção", afirmou ele.

Um ataque com morteiros perto da parte residencial da refinaria matou duas crianças e feriu outras sete da mesma família, disse Jubouri.

Um porta-voz militar iraquiano, general Qassim Atta, disse que a refinaria estava sob controle total do governo, contradizendo autoridades ministeriais e de outros órgãos, que afirmaram que a instalação estava em parte sob o domínio de insurgentes.

Se os rebeldes dominarem a refinaria, cortarão uma linha vital de distribuição de derivados para o restante do Iraque e podem desestabilizar o país.

O ministro de Relações Exteriores iraquiano, Hoshyar Zebari, pediu que os Estados Unidos realizem ataques aéreos contra os militantes sunitas, opção que o presidente Barack Obama discute com seus conselheiros de segurança.

Os Estados Unidos sinalizaram que gostariam que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki deixasse o cargo e que políticos iraquianos formassem um governo sem o premiê xiita, no poder há oito anos nos quais houve intensificação das tensões sectárias no país. Este novo governo, dizem autoridades norte-americanas, incluiria as comunidades sunitas e curdas e poderia ajudar a conter o apoio sunita ao EIIL. Isso, afirmam, ajudaria a unificar o país e reverter a intensificação das divisões sectárias.

Uma coalizão liderada por Al-Maliki conquistou a maioria dos assentos no Parlamento na eleição realizada em abril e o líder vinha negociando um terceiro mandado quando o EIIL lançou a ofensiva militar duas semanas atrás. Fonte: Dow Jones Newswires.

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