Funcionários trancaram salas para se proteger

Segurança do complexo legislativo orientou que ninguém deixasse os escritórios enquanto caso não fosse solucionado

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2014 | 02h01

Funcionária do Parlamento canadense, Darrah Teitel ficou com a sensação de ter entrado em um filme surrealista. Pouco antes das 10h30 de ontem, ela recebeu uma mensagem de texto de uma amiga dizendo que o prédio principal do Legislativo estava sob ataque. Logo depois, um segurança entrou em seu escritório e a orientou a trancar a porta, ficar longe da janela e não deixar o local até segunda ordem.

No início da noite, Teitel continuava em sua sala, sozinha. Seu marido e seu filho de 1 ano também estavam confinados em outras áreas do complexo, formado por seis edifícios. Também funcionário do Parlamento, o marido estava em seu escritório. O filho de ambos era mantido na creche. "Espero que ele esteja bem", disse Darrah por telefone ao Estado. "A maior preocupação é com a existência de mais um atirador", observou, ecoando o temor que continuava a pairar sobre Ottawa à noite.

Em outra sala, Renée Taylor acompanhava as notícias pela TV, sem saber quando poderia voltar para casa. O prédio em que trabalha é distante do edifício principal, onde os ataques ocorreram. Taylor não ouviu os tiros e só soube que algo estava errado quando um segurança disse que ela deveria trancar a porta e permanecer em sua sala.

O Parlamento canadense tem 105 senadores e 308 integrantes da Casa dos Comuns, o equivalente à Câmara dos Deputados. Testemunhas do ataque de ontem disseram ter ouvido quatro tiros em frente ao Memorial Nacional da Guerra, que fica nas proximidades do Parlamento. / C.T.

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