Gabriela Bilo/Esatdão
Gabriela Bilo/Esatdão

Fundação do escritor Mia Couto pede doações para ajudar vítimas de ciclone em Moçambique

Segundo a ONU, 1,7 milhão de pessoas foram afetadas pelo Idai, que atingiu três países africanos na semana passada.

Renato Ghelfi, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 17h01

A Fundação Fernando Leite Couto, do escritor moçambicano Mia Couto, está recebendo doações para ajudar as vítimas do ciclone Idai, que matou mais de 700 pessoas e deixou milhares de desabrigados no sul da África.

A cidade de Beira, onde o escritor nasceu, foi uma das mais afetadas pelo Idai e está completamente alagada. Em texto publicado no Facebook, Couto disse que está "quase tão destruído" quanto sua cidade natal. 

No site da Fundação Fernando Leite Couto, uma carta assinada pelo escritor disponibiliza os dados da conta bancária que está recebendo as doações e indica que "Moçambique precisa urgentemente da soliedariedade de todos".

Segundo o comunicado, os valores arrecadados serão destinados a ações imediatas, que serão feitas em conjunto com a Cruz Vermelha, e à reconstrução de "infraestruturas e edifícios".

O escritor destacou que, além de "roubar vidas", o ciclone deixou a região "sem estrada, sem abrigo, sem energia, sem sistemas administrativos e sem comunicações".  

De acordo com a ONU, 1,7 milhão de pessoas foram afetadas pela tormenta, que atingiu Moçambique, Zimbábue e Malawi na semana passada.

Mia Couto é um dos mais premiados escritores lusófonos vivos. Ele é autor de vários romances, como Terra Sonâmbula e O Último Voo do Flamingo, além de poesias, contos e crônicas. 

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