Fundação renova ordem para matar Rushdie

Um grupo fundamentalista islâmico do Irã renovou uma ordem para o assassinato do escritor britânico Salman Rushdie, afirmando que o decreto religioso que o condena à morte é irrevogável. O falecido líder revolucionário iraniano aiatolá Ruhollah Khomeini editou uma fatwa (ordem islâmica) contra Rushdie em 14 de fevereiro de 1989. Ele ordenou aos muçulmanos de todo o mundo para que matassem o autor, de origem indiana, porque ele teria supostamente insultado o Islã no livro "Versos Satânicos".A fatwa emitida por Khomeini fez com que Rushdie ficasse sob a proteção da polícia britânica por vários anos. Em 1998, o governo iraniano declarou que não apoiava mais a ordem. A decisão abriu o caminho para a restauração das relações diplomáticas entre a Grã-Bretanha e o Irã.Mas, ao mesmo tempo, Teerã afirmou que não anularia a fatwa, pois isso só poderia ser feito pela pessoa que a emitiu. Hoje, em um comunicado para marcar o aniversário de 13 anos da fatwa, um grupo conhecido como Fundação dos Mártires da Revolução Islâmica reafirmou seu apoio à ordem para matar Rushdie, segundo informou o jornal Jomhuri Islami. "A fatwa do imã Khomeini foi como um decreto divino e nunca poderá ser revogado ou esquecido com o passar do tempo", afirmou a fundação, segundo o diário.

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