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Zuckerberg apresenta à Justiça documento de apoio às medidas migratórias de Obama

Outras 60 empresas assinaram o texto, que pede que os juízes decidam a favor das ações que protegem temporariamente alguns imigrantes ilegais da deportação e permite que eles trabalhem legalmente nos EUA

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 09h50

WASHINGTON - O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, apresentou na terça-feira à Suprema Corte dos EUA um documento de apoio às medidas migratórias propostas pelo presidente Barack Obama, cuja legalidade está sendo debatida na instância máxima da Justiça americana.

O texto, que também foi assinado por outras 60 empresas, pede que os juízes decidam a favor das medidas executivas de Obama, que protegem temporariamente alguns imigrantes ilegais da deportação e permite que eles trabalhem legalmente nos EUA.

"Em vez de incentivar as contribuições econômicas dos imigrantes, nossas políticas de controle migratório frequentemente inibiram a produtividade das empresas dos EUA e, de fato, tornaram mais difícil competir no mercado global", diz o documento.

"Se não se abordar a situação dos imigrantes ilegais e de suas famílias, também implodiremos a base das capacidades de longo prazo de nossa força de trabalho", argumentam os empresários. "A ameaça constante de deportação e outras incertezas que enfrentam os imigrantes ilegais debilitam nossa economia", acrescenta o texto.

Além de Zuckerberg, o documento foi assinado por outros diretores-executivos de diferentes setores empresariais, como Reid Hoffman, do Linkedin; Redfin Corporation, agência de bens imobiliários; e Taqueria El Rincón, restaurante mexicano em Grand Rapids, no Michigan.

Ainda na terça-feira, 225 congressistas democratas apresentaram um texto similar a favor das medidas migratórias de Obama, que a Suprema Corte analisará em uma primeira audiência no dia 18 de abril.

A Suprema Corte já poderá emitir uma sentença em junho, quando se pronunciará sobre os múltiplos aspectos da ação conhecida como Daca, que pretende evitar a deportação de milhares de jovens imigrantes ilegais que chegaram aos EUA ainda crianças, assim como a versão destinada aos imigrantes ilegais que são pais de filhos com cidadania ou permissão de residência no país, a Dapa.

Obama se comprometeu em 2008 a mudar o sistema migratório do país, mas, ao não contar com o apoio dos republicanos no Congresso, decidiu fazer uso de seu poder Executivo para evitar a expulsão de milhões de imigrantes, priorizando a "deportação de criminosos e não a das famílias", de acordo com a Casa Branca.

A oposição republicana, então, decidiu entrar com ações contra as medidas migratórias do presidente. Após quase um ano de disputa judicial, é a vez da Suprema Corte se posicionar sobre o assunto.

O debate na maior instância judicial dos EUA promete despertar uma batalha política entre democratas e republicanos, que transformaram a imigração em um tema central da campanha presidencial no país. Em junho, quando a Suprema Corte se pronunciará sobre o assunto, faltarão poucas semanas para ambos os partidos realizarem suas convenções nacionais que escolherão seus candidatos para disputar a Casa Branca. /EFE

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