Fundador do WikiLeaks aguarda resposta do Equador

Decisão de conceder ou não asilo a Assange deve ser anunciada pelo governo de Correa nas próximas horas

QUITO, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h07

Assessores do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, aguardavam ontem a decisão do governo do Equador sobre o pedido de asilo solicitado por ele na embaixada do país em Londres.

Na véspera, o vice-chanceler do Equador, Marco Albuja, afirmara que seu governo deveria anunciar sua resposta em 24 horas, segundo informou decisão pera tomar uma decisão a emissora de TV ABC, da Austrália, país de nascimento de Assange. "Ainda não podemos tornar pública nossa decisão neste momento", afirmou Albuja. "O governo nacional está considerando sua posição e o presidente (Rafael Correa) dará suas instruções em breve. "

Acusado de crimes sexuais por duas mulheres na Suécia, Assange, que estava em liberdade sob fiança na Grã-Bretanha, refugiou-se na Embaixada do Equador em Londres na terça-feira em busca do asilo. O criador do site alega não ter cometido os delitos dos quais é acusado e os credita a uma perseguição judicial que teria como objetivo extraditá-lo para os EUA, onde estaria sujeito a uma dura sentença por ter divulgado segredos de Estado.

Autoridades britânicas já advertiram que Assange será preso imediatamente, caso abandone a missão equatoriana. O governo da Grã-Bretanha também não se mostra disposto a conceder a ele um salvo-conduto - ainda que Quito lhe conceda asilo - para que possa ir a algum aeroporto e embarcar para o Equador.

Na quarta-feira, Correa disse que as autoridades equatorianas levariam "o tempo que for necessário" antes de tomar uma decisão sobre o pedido de Assange.

As últimas decisões judiciais sobre Assange na Grã-Bretanha lhe foram desfavoráveis. Na semana passada, ele teve negado um último recurso para evitar que fosse extraditado para a Suécia. Promotores suecos querem questioná-lo sobre acusações de estupro e assédio sexual. Assange afirma ter feito sexo consensual com elas. / AFP e EFE

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