Luke MacGregor/Reuters
Luke MacGregor/Reuters

Fundador do WikiLeaks diz que vazamentos são esclarecedores

Julian Assange diz que material indica que a morte de civis foi contabilizada desde o início da guerra

Efe,

26 de outubro de 2010 | 05h25

WASHINGTON - O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse na segunda-feira, 25, em resposta ao Pentágono, que pode não haver novidades para as autoridades nos 391 mil documentos secretos sobre a Guerra do Iraque, "mas não é assim para o resto do mundo".

Foi o que Assange respondeu em entrevista à rede de televisão CNN com o popular apresentador Larry King, ao ser perguntado pelas declarações do Pentágono depois de o site Wikileaks revelar esses documentos na última sexta-feira.

Segundo Assange, o que este material indica é que a morte de civis foi contabilizada desde o início da guerra e põe em dúvida que os militares americanos desconhecessem o que estava acontecendo nas prisões iraquianas, onde "se cometeu tortura".

Tal como indicou na sexta-feira passada o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, "não há nada que possa indicar a existência de crimes de guerra" no Iraque. Ele destaca, no entanto, que há "300 nomes de iraquianos em possível perigo" e "o país está agora mais vulnerável".

Mas, para Assange, "o único aqui em perigo é a reputação dos políticos que puseram estes soldados no Iraque" e que agora terão de enfrentar os dados desses documentos, que revelaram a morte de 100 mil iraquianos desde 2003, dos quais 70 mil eram civis.

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