Fundador do WikiLeaks luta contra extradição à Suécia

Os advogados do fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, mudaram de postura e apresentaram argumentos legais mais incisivos, em uma audiência de um tribunal do Reino Unido durante sua batalha para evitar a extradição para a Suécia, onde é investigado por crimes sexuais, informou o jornal The Wall Street Journal.

AE, Agência Estado

12 de julho de 2011 | 14h03

Com uma nova equipe legal, Assange apelou da decisão de um tribunal britânico autorizando a extradição. A Suécia não acusou formalmente Assange, porém quer interrogá-lo sobre as acusações de que estuprou uma mulher e molestou outra durante uma visita a Estocolmo, em agosto do ano passado. Ele nega qualquer irregularidade.

Os novos advogados adotaram um tom mais respeitoso ao se referir às autoridades suecas. Já os advogados anteriores chegaram a qualificá-las como ineptas ou tendenciosas. No início da audiência de dois dias, o advogado Ben Emmerson também enfatizou que nenhum dos argumentos buscava denegrir as mulheres que fizeram suas reclamações nem "atacar a credibilidade delas". Assange já sugeriu no passado que o caso tinha motivações políticas.

O WikiLeaks enfureceu Washington ao publicar milhares de documentos diplomáticos secretos e também sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque. Autoridades suecas e o advogado das mulheres insistem que as acusações não têm qualquer relação com a atuação do site. Os advogados de Assange argumentam que todos os atos sexuais entre ele e as mulheres foram consensuais. Além disso, dizem que as supostas acusações não representam crimes pelos quais se pode extraditar alguém pela lei inglesa. As informações são da Dow Jones.

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