Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Fundador do WikiLeaks pede asilo político ao Equador

Julian Assange está neste momento na Embaixada do Equador em Londres, diz agência; ele escreveu para Correa

estadão.com.br,

19 de junho de 2012 | 15h32

Texto atualizado às 16h07

 

LONDRES - O criador do site WikiLeaks, Julian Assange, pediu nesta terça-feira, 19, asilo ao Equador. Assange, que tem nacionalidade australiana, escapou de sua prisão domiciliar e estaria neste momento na embaixada equatoriana em Londres.

 

Veja também:

linkWikiLeaks: EUA tentaram adiar Rio+20

linkSuprema Corte britânica não reabrirá caso de Assange

especialESPECIAL: WikiLeaks: a pedra no sapato dos governos

 

De acordo com o ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, Assange pediu asilo político ao país hoje. De acordo com Patinõ, o governo do Equador estaria avaliando o requerimento, disse a Efe.

 

Ainda segundo o chanceler equatoriano, que falou com a imprensa em Quito, o criador do site enviou uma carta para o presidente Rafael Correa na qual diz que sofre "perseguição", motivo pelo qual pede asilo político.

 

Carta

 

Em sua carta, segundo a AP, Assange escreveu ainda que as autoridades de seu país "não defenderão suas garantias mínimas diante de nenhum governo" e que "ignoram a obrigação de proteger a um cidadão perseguido politicamente". O australiano escreveu no documento para Correa que, por essas considerações, é "impossível" voltar a seu país.

 

Na carta, lida pelo chanceler na coletiva de imprensa em Quito, Assange escreveu que "a perseguição que sofro em diferentes países deriva não apenas de minhas ideias e ações, mas do meu trabalho de publicar informações que comprometem os poderosos, de publicar a verdade e com isso desmascarar a corrupção e abusos graves aos direitos humanos ao redor do mundo".

 

No Twitter

 

Patiño ainda confirmou a informação em sua conta no Twitter, onde escreveu que "Julian Assange solicitou asilo político na missão diplomática do Equador em Londres. (O) governo equatoriano analisa seu pedido".

 

Assange enfrenta um processo de extradição para a Suécia para ser interrogado sobre supostos crimes sexuais. Na semana passada, a Suprema Corte da Grã-Bretanha rejeitou um pedido legal para reconsiderar o caso do fundador do WikiLeaks.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.