Fundamentalismo islâmico começa a dominar Faluja

Com os fuzileiros navais americanos fora e sem um governo central, o fundamentalismo religioso aumenta em Faluja. Qualquer pessoa surpreendida vendendo bebida alcóolica é açoitada e exibida pela cidade; os homens são obrigados a deixar a barba crescer; os cabeleireiros são advertidos a não fazer cortes no estilo "ocidental"; e as mulheres devem andar em público cobertas dos pés à cabeça. "Depois de todo o sangue derramado, e as vidas perdidas, aceitaremos apenas a lei de Deus em Faluja", disse o clérigo Abdul-Qader al-Alussi, oferecendo um indício de como poderia ser a vida no Iraque no futuro, quando as tropas da coalizão se retirarem do país. "Devemos aproveitar nossa vitória e implementar a sharia (lei islâmica)". A saída da infantaria no mês passado, depois de acordo que pôs fim a três semanas de cerco, permitiu com que os líderes islâmicos ortodoxos fizessem valer seu poder nesta cidade localizada a 50 quilômetros ao oeste de Bagdá. Alguns participaram ativamente da defesa de Faluja contra os fuzileiros e se aproveitaram da percepção - tanto aqui como em outras partes do Iraque - de que os mujahedin, ou guerreiros sagrados islâmicos, venceram uma superpotência. Segundo o acordo, o Exército dos EUA entregou a segurança da cidade a uma nova Brigada de Faluja, formada em grande parte por habitantes locais a mando de oficiais do antigo Exército de Saddam Hussein.

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