Kim Ludbrook/EFE
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Funeral de líder racista reúne centenas de radicais na África do Sul

Secretário-geral do partido de Terreblache diz que irá negociar pacificamente com governo

EFE

09 de abril de 2010 | 08h07

VENTERSDORP - Centenas de ultradireitistas, muitos com uniformes paramilitares, e vários jornalistas se reuniram nesta sexta-feira, 9, na pequena cidade de Ventersdorp, no noroeste da África do Sul, para o funeral de Eugene Terreblanche, defensor da supremacia branca.

 

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A Polícia estabeleceu fortes medidas de segurança dentro e fora da igreja onde ocorre o funeral, que começou ao meio-dia (7h,Brasília).

 

Antes do funeral, os dirigentes do Movimento de Resistência Afrikáner (AWB), grupo de ideologia e simbolismo similar ao Nazismo fundado por Terreblanche em 1973, asseguraram que não farão ações violentas após a morte do líder.

 

Andre Visage, secretário-geral do AWB e que no domingo passado ameaçou vingar a morte de Terreblanche, disse à imprensa que seu grupo negociará pacificamente com o Governo proteção.

 

"Se não nos sentirmos satisfeitos com as negociações, retornaremos a nossa nação e veremos o que devemos fazer, mas a violência é um o último recurso", acrescentou.

 

Ele também advertiu aos torcedores que forem à África do Sul para a Copa do Mundo, marcada para junho e julho, que cuidem de sua segurança.

 

"Podem vir, mas que tenham cuidado com sua segurança, pois o Governo sul-africano não pode proteger nem a si mesmo e deixará só as pessoas de outros países", disse.

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